O que é cor, cor-luz, cor-pigmento e cores de impressão

A cor não tem existência material. Ela é uma informação visual, uma sensação provocada pela ação da luz sobre o órgão da visão e decodificada pelo cérebro. A visão é o dom precioso que faz a ligação entre o mundo interior do homem e o mundo exterior que o rodeia, graças à luz, que traz para ele as cores do universo.

 
“As cores são ações e paixões da luz”, disse o escritor (e estudioso de cores) Goethe. “A cor é tecla; o olho é o martelo; a alma, o piano de inúmeras cordas”; assim comparava a cor a um instrumento o artista Kandinsky.

 
Sem dúvida, se nos privassem da cor, perderíamos a mais eficiente dimensão de discriminação das coisas. O azul do céu, o amarelo do girassol e o verde das árvores: o império da cor.

 

Cor-luz

A luz incidente sobre os elementos físicos e químicos cria o espetáculo das cores por efeito de absorção, dispersão, reflexão e refração. Ao mostrar as cores do espectro solar, saídas de um prisma, para então atravessarem um segundo prisma invertido, que recompunha a luz branca original, Isaac Newton comprovava que as cores são propriedade da luz e não dos corpos refratores. Era a validação da antiga afirmação de Da Vinci: “A luz branca não é uma cor, senão o resultado de outras cores”.

 
A partir do arco-íris de Newton, que compõe a luz branca, o cientista Thomas Young definiu as três cores básicas da síntese aditiva: vermelho, verde e azul. Essas três cores-luz primárias, somadas, produzem o branco. O nosso olho vê por síntese aditiva; na área iluminada por duas radiações, o vermelho e o verde, o olho verá uma radiação, uma só cor, o amarelo.

 

Cor-pigmento

Os pigmentos ou substâncias coloridas contidas nos vernizes, tintas, aquarela, tintas para tecido e tintas de impressão possuem um poder seletor sobre as radiações luminosas que os atingem. Cada pigmento absorve, reflete ou refrata a luz incidente. Assim, por exemplo, uma superfície que vemos como vermelha é o resultado da absorção de todos os comprimentos de onda, exceto os correspondentes aos do vermelho. Adicionando pigmentos com características de seleção diferentes, obtém-se uma maior subtração de radiações, até o caso da absorção total, que corresponde à visão do preto.

 
Esse fenômeno físico da absorção parcial ou total das radiações luminosas é denominado síntese subtrativa, e suas cores básicas, que, misturadas, proporcionam uma vastíssima gama de tonalidades, são o amarelo, o cyan e o magenta, escolhidas porque o pigmento de cada uma delas não é o resultado da combinação dos outros.

 

Cores de impressão

No anos cinqüentas, a Deutsches Institut für Normung (DIN) definiu as cores magenta, amarelo e cyan como as cores básicas de impressão, que seguem a estrutura subtrativa das cores-pigmento. Considerando o grau de impureza dos pigmentos, que impossibilita uma combinação perfeita de cores, acrescentou-se o preto como quarta cor de impressão. Com essas quatro cores, imprimem-se, por combinação, milhares de cores, em um processo chamado de quadricromia ou CMYK (C de Cyan, M de Magenta, Y de Yellow e K de Black).

 
Utilizando diferentes percentuais dessas quatro cores sobre um suporte, na maioria das vezes, um papel, conseguimos reproduzir com muita proximidade as cores da natureza. É assim que são produzidos revistas, folhetos e documentos do dia-a-dia, sejam eles feitos em impressoras industriais ou em uma impressora pessoal, na sua casa.